Democracias são baseadas em eleições livres e competitivas, mas também no respeito às regras estabelecidas pelas instituições públicas.

Deve-se ver com receio a radicalização dos discursos e a intensa polarização que tem acometido diversos países ao redor do mundo, incluindo o Brasil, nos últimos anos. Se, por um lado, pode-se observar o renovado interesse pela política no país, também há o baixo interesse de uma parcela considerável do eleitorado brasileiro em analisar e acompanhar notícias de veículos de imprensa sérios.

É importante atentar às “fake news”, buscando sempre informações produzidas por profissionais comprometidos com uma cuidadosa e acurada apresentação dos fatos que relatam.

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O foco deve ser estimular o debate político e dialogar sobre as ideias e os fatos, fatores importantíssimos numa democracia saudável e viva. O comportamento de reproduzir e compartilhar “fake news” não contribui para o diálogo. Pelo contrário, dá vazão a discursos de ódio e violência, intolerância à “camisa adversária” e o desejo de vencer a qualquer custo. Quando a sociedade se comporta assim, quem perde é a nossa democracia.

Por isso, é bom sempre ter em mente algumas diretrizes para manter o debate saudável, plural e construtivo, ou seja, para manter o debate democrático. Vamos ver algumas delas?

-Não podemos aceitar, enquanto sociedade que preza pelas instituições democráticas, que o clima atual de intolerância traga como custo a própria democracia.

Devemos combater a intolerância e garantir o direito das pessoas se manifestarem, desde que estas manifestações estejam baseadas em fatos verificáveis e verdadeiros, não dando espaço a boatos e factóides.

-Não podemos aceitar que as instituições públicas democráticas sejam questionadas.

Devemos criticar as falhas que percebemos, mas sempre no intuito de, coletivamente e enquanto sociedade, trabalharmos juntos para aperfeiçoá-la.

Recentemente têm proliferado notícias falsas sobre violação das urnas eletrônicas, apontando insegurança no funcionamento das mesmas e questionando a confiabilidade dos seus resultados. O processo eleitoral sobre o qual se fundam as eleições brasileiras existe há mais de duas décadas. O Tribunal Superior Eleitoral é uma instituição séria e comprometida, e nosso processo eleitoral é reconhecido mundialmente por sua agilidade, segurança e confiabilidade.

Esse é o mesmo sistema que elegeu boa parte dos candidatos que estão na corrida eleitoral em 2018 em outros cargos políticos.

-Não podemos aceitar um governo democrático exercido por qualquer forma de autoritarismo, civil ou militar.

Devemos lutar por uma sociedade mais democrática, o que inclui respeito à opinião alheia e o confronto sadio de ideias e a inclusão de mais pessoas na política – indo além dos grupos já representados.

A pluralidade é benéfica para a construção de diálogos, para o fortalecimento da democracia e para a inovação.

A solução da política não é menos política, é mais política.

As eleições são uma oportunidade de contribuir para a nossa democracia, pensando coletivamente os desafios que vivemos e como podemos evoluir como sociedade.

A política é parte integrante da nossa vida e está no nosso cotidiano e isso independe de nossas vontades.

Cabe, no entanto, exclusivamente à nossa vontade nos engajar mais com a política, conhecer os problemas para tomarmos melhores decisões.

Por uma sociedade engajada, consciente e que debate política de forma saudável, respeitosa e respeitando as instituições democráticas.

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