O Projeto Politiquê?, como vocês sabem, é formado por uma equipe de voluntários, isto é, jovens que resolveram dedicar parte do seu tempo para desenvolver suas habilidades em um projeto social sem ganhar dinheiro com isso. Olha que frisamos o “sem ganhar dinheiro”, pois há, sim, múltiplos ganhos envolvidos no trabalho voluntário: não é à toa que há tanta gente engajada! Nesta série, vamos entrevistar algumas pessoas que fazem ou já fizeram parte de algum corpo de voluntários, para conhecer melhor o perfil delas e o que as motiva a doar tempo e dedicação sem um retorno financeiro imediato. Quem sabe você não descobre que se encaixa nesse perfil?

Entrevista do dia: Fernanda Matos, Gerente de Planejamento da Secretaria de Cultura de Pernambuco

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Como foi a sua experiência de voluntariado?

Foi estimulante. Trabalhei como voluntária num intercâmbio cultural, como espécie de conselheira para intercambistas, alunxs de outros países. Ajudou-me a aprender a me colocar um pouco mais no lugar dx outrx. Foram muitos os desafios de me colocar no lugar de outrem: desde perceber a relação familiar, entre irmãos, como também me ajudou a não levar em vão os sentimentos e as emoções que possam parecer mais simples, porque a forma de demonstrá-las muda de pessoa para pessoa. Foi ainda mais importantemente uma forma de conhecer novas pessoas e de fazer amizades, ainda que não mantenha contato com a maioria das pessoas até hoje.  

O que levou você a procurar esse tipo de experiência?

Ajudar pessoas, jovens adolescentes, que estavam num momento de desenvolver maior autonomia, a aproveitarem a experiência de entrar em contato com o diferente.

Quais foram os reflexos que o trabalho voluntário teve na sua carreira profissional?

Mais consciência da dimensão ética das relações pessoais. Aprendi a observar a forma como as diferenças culturais muitas vezes causam falsos conflitos, em função de perspectivas diferentes, formas diferentes de uso da linguagem e a hierarquização muitas vezes inerentes a essas relações.

E na sua vida pessoal?

Valorizar pessoas que tenham sensibilidade para perceber diferenças culturais. Estar atenta para a possibilidade de que determinados conflitos culturais representem, na verdade, conflitos de significados resultantes de usos diversos da linguagem e/ou hierarquizações.

Você acredita que o trabalho voluntário vem impactando/pode impactar o mundo?

Com certeza, por sempre oferecer uma perspectiva diferente da relação com outrxs e com a própria rotina, valores e escolhas.

Que conselho você daria para as pessoas que estão pensando em se engajar em algum tipo de causa na condição de voluntários?

Que seja realista, em relação ao tempo disponível, que esteja dispostx ao diálogo e que esteja aberto para formas alternativas de aprender.


E aí, curtiu? Se você acha que se encaixa no perfil do voluntariado, que tal colocar a mão na massa? Em nossos posts, já falamos de ONG’s atuantes no Brasil (leia aqui) e no mundo (leia aqui).

Além disso, nós do Projeto Politiquê? estamos sempre de olho em novos talentos para somar à nossa equipe! Caso tenha interesse, temos um canal em nosso site para as pessoas interessadas, que você pode checar aqui. 🙂

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Mariana Brito Arcoverde
Advogada, mestranda em Direitos Humanos e chocólatra. Filha de mãe pedagoga e pai funcionário público, seria impossível eu não me apaixonar por uma proposta que envolve educação e política! Sim, até porque sei que muito do que sou hoje eu devo à minha formação crítica, cidadã e questionadora, que foi construída na convivência de muitas pessoas que transmitiram pra mim um pouco do seu conhecimento. Hoje, me sinto não com o dever, mas com a honra de devolver para a sociedade uma parte dessa educação e aprendizado através do Politiquê?. Entrei como embaixadora e estou até hoje, dividindo com a equipe esse sonho coletivo de utilizar a política e os direitos de cidadania como ferramentas de mudança e impacto social.

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