As eleições nacionais e estaduais estão chegando. Existem milhares de eleitores sem saber em quem votar. Alguns nem tem tempo ou disposição para pesquisar, avaliar e pensar bem a quem entregará seu voto.

Por outro lado, dezenas de candidatos pretendem tornar-se prefeitos e vereadores e, para isso, estão dispostos a conquistar o seu voto de várias maneiras.

Lembre-se que é importante votar em quem tem o melhor programa para sua cidade e esta pessoa não é necessariamente a mais atraente.

As principais formas de atrair eleitores são o marketing político e o eleitoral.

O objetivo do primeiro é aumentar a aceitação e diminuir a rejeição dos candidatos e candidatas a longo prazo. Ele pode ser utilizado por qualquer pessoa que deseje ser bem vista na sociedade.

 

Já o marketing eleitoral é mais específico e pretende garantir a vitória nas urnas, por meio de técnicas próprias. A ideia é construir uma boa imagem para o candidato, sólida, que passe confiança à população, durante a campanha eleitoral.

Uma das regras mais gerais é a transmissão de credibilidade colocação do político em um lugar próximo ao eleitor, trabalhando o lado emocional deles.

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A utilização de frases curtas e simples, músicas de campanha de fácil memorização e símbolos permitem que os candidatos sejam lembrados mais facilmente.

A individualização do adversário faz com que se foque na derrota de um inimigo principal, poupando forças para a campanha.

A repetição e uniformização dos temas processos fazem com que os políticos sejam mais facilmente reconhecidos, solidificando a sua “marca”.

Além disso, existe uma teoria do comportamento utilizada para compreender e tentar prever como os eleitores agem e se posicionam. Ela tenta explicar por que em alguns momentos nós não temos tanto discernimento assim.

Pense no eleitor como um consumidor e nos candidatos como vendedores. Os consumidores vão ao mercado escolher com qual produto ficarão. E os vendedores vão trabalhar para que eles levem seu produto.

Ao escolher produtos e políticos, algumas questões limitam nossa racionalidade. Por exemplo, o enquadramento em que se encontram nossas opções.
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Às vezes, o que parecia bom por um momento, se mostra uma má escolha, porque mudamos de perspectiva. Uma solução é avaliar o candidato não só pelo seu ponto de vista, mas procurar saber como ele é conhecido por outras pessoas.

Outro problema para nós, eleitores e consumidores, é que, em geral, nós temos preferência por ganhos imediatos. Ou seja, mesmo que possamos ganhar mais a longo prazo, preferimos receber menos, desde que seja agora.

Por isso, antes de decidir seu voto, veja as propostas de seu candidato em um futuro mais distante e suas preocupações com problemas maiores e menos imediatos.

O ganho de benefícios pela compra de votos é o maior prejuízo a longo prazo que existe!

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Nós não pensamos muito bem quando temos muitas opções. Isto nos deixa confusos e impede que uma análise mais profunda e justa dos candidatos (ou produtos) seja feita.

O ideal é que a escolha seja feita dentro de um leque menor de opções. Defina quais são suas necessidades, depois avalie as propostas, descartando todos os que não se encaixem em suas expectativas.

Nós somos vítimas do efeito âncora. Alguns candidatos relacionam sua imagem a pessoas famosas, por quem já temos um sentimento de afinidade. Mas o voto é no político. As características e as propostas dele é que importam.

Por fim, nós tendemos a supervalorizar experiências ruins e esquecer mais facilmente as lembranças boas. Se um político de determinado partido nos decepciona, é provável que a gente fique com medo de repetir a escolha e até desacredite da política.

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Mas quadros políticos mudam, pessoas e propostas também. Cada eleição é uma oportunidade que temos de melhorar nossa realidade. Devemos fazer o máximo para que isso   aconteça e isso inclui analisar a adequação das propostas e partidos às nossas necessidades.

Claro que não existe uma receita pronta para o voto perfeito. Além disso, existem várias outras técnicas de marketing e outros determinantes da escolha individual.

Mas este texto tem a intenção de facilitar esse processo que é tão importante a curto e longo prazo. Não perca a oportunidade de buscar a melhoria da sua vida e comunidade e conte com o Politiquê? pra te ajudar!

O texto te ajudou? Conhece alguém que tem dificuldade para escolher o voto? Ou alguém que não tem muito interesse? Vamos mudar isso? Deixe seu comentário e compartilhe nosso conteúdo!

Texto originalmente escrito por Maitê Queiroz!

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Haína Coelho
O que eu mais gosto de fazer é aprender. Por isso, apesar de a minha área acadêmica ser Ciência Política, estou sempre buscando novos aprendizados ou maneiras de aprofundar os assuntos que sei (cursos online, minha paixão). Tenho uma infinidade de hobbies, mas isso não significa que eu seja boa neles. Meus pais são professores, então educação sempre esteve na minha vida. Eu também amo passar conhecimento para que outras pessoas aprendam. Quando conheci o Politiquê?, que lida com educação E política, eu quis logo entrar! Fui embaixadora da Ação nas escolas, e me convidaram para ser membro do projeto. Eu trabalho com as coisas organizadas e fico nervosa se não estiverem assim (mas não olhem minha mesa), e disso era o que a equipe estava precisando. Hoje, não só ensino como aprendo com o Politiquê?, e sigo querendo que mais e mais jovens venham por esse caminho! :)

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