Olá, tudo bem? 😀

Primeiramente, não posso deixar de compartilhar com você o quanto tem sido gratificante entrevistar os membros do Politiquê?.  É muito inspirador ver o que motiva cada um deles a se engajar socialmente, bem como a acreditar que todos nós podemos fazer algo para mudar nossa realidade.

Hoje, o nosso entrevistado é o Edu! Um rapaz muito gente fina, que é mestre em Ciência da Computação pela UFPE, atua na área de Marketing do Politiquê? e é apaixonado por resolver os problemas das pessoas através da tecnologia. Uau, né? E olha que ele também já trabalhou como engenheiro de software, já teve startup de pagamentos por celular, analista de negócios e agente de inovação do Sebrae.

Sem mais delongas, vamos ao nosso bate-papo com o Edu!

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Politiquê?: Antes de ser membro do Politiquê? qual imagem você fazia do projeto? Quando você decidiu fazer parte?

Eduardo: Passei a conhecer o Politiquê? através de Camilla, a idealizadora do projeto, a partir do que ela compartilhava no Facebook sobre as ações e reportagens que saíam na mídia. Durante o almoço de um evento sobre inovação, no final do ano passado, Camilla me fez um convite para acompanhar a última etapa da Ação Desenvolva! como mentor dos modelos de negócios que foram elaborados pelos alunos. Essa experiência criou em mim o desejo de entusiasmar cada vez mais pessoas a serem protagonistas e “resolvedores de seus problemas”. Foi quando participei da seleção para ajudar a equipe de Marketing do Politiquê?.

Politiquê?: Que legal, Edu! Você poderia falar um pouco mais sobre como foi participar da Ação Desenvolva!?

Eduardo: Me senti desafiado a entregar os melhores feedbacks que eu poderia dar. Comecei a estudar mais sobre empreendedorismo cidadão, modelos de negócios sociais e tive ainda mais certeza de que o empreendedorismo é uma forte arma para a transformação da realidade das pessoas. Ao ouvir os pitches [1] dos alunos, pude observar o quanto aqueles jovens se entusiasmavam com suas ideias e o quanto que elas poderiam representar o início da carreira de futuros empreendedores, dispostos a encarar enormes desafios.

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Politiquê?: Conta um pouquinho sobre o que você já fez no projeto e sobre o que está fazendo atualmente.

Eduardo: Nós, da área Marketing, estamos  trabalhando hoje junto com a área de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) para desenvolver outros produtos além da Ação nas Escolas! e da Ação Desenvolva!, para então gerar novas formas de financiamento do projeto e contribuir com o maior impacto das ações. Boa parte desses produtos estão em desenvolvimento ou ainda estão sendo modelados, então não dá pra falar aqui ainda. 🙂 Mas esperamos com o resultado poder aumentar a visibilidade do Politiquê?, aproveitando o cenário do país de intensas discussões políticas, as eleições municipais de 2016 e a demanda das empresas em desenvolver estratégias de RSC (Responsabilidade Social Corporativa)

Politiquê?:Você já trabalhou na área de Marketing antes? Como está sendo atuar nessa área no Politiquê??

Eduardo: Embora já tivesse me interessado muito pela área, nunca tinha assumido o marketing como responsabilidade da forma que fazemos hoje no Politiquê?. Desde a entrada no projeto, trabalhamos para desenvolver as estratégias para os próximos anos e acompanhar a execução das ideias.

Politiquê?: Você acredita que sua área de formação acadêmica pode contribuir para a educação política? De que forma?

Eduardo: Como você já comentou, minha formação é em computação, mas eu sempre fui bastante multidisciplinar. Gosto de fazer coisas diferentes, aprender algo novo todo dia, e ajudar a pensar o marketing do Politiquê? exige muito isso também. A missão do projeto é muito nobre, acreditamos que só com educação política é possível construir cidadãos mais conscientes de seu papel e responsabilidade na sociedade. Ensinar cidadania através do empreendedorismo é ainda mais nobre, porque levamos ferramentas para que as pessoas possam solucionar seus problemas do dia-a-dia com soluções práticas e viáveis. E para dar formato a essas soluções, a tecnologia já provou que é uma excelente aliada.

Politiquê?: Sei que sua trajetória está apenas começando no Politiquê?, mas já teve algum momento que mais o marcou?

Eduardo: O momento de contato com os alunos durante a última etapa da Ação Desenvolva! foi bem marcante, porque os jovens puderam expor suas ideias e entender que é possível resolver seus problemas da maneira que eles acreditam, sem precisar ficar esperando as soluções surgirem “do nada”. Isso também é ser cidadão.

Politiquê?: Você poderia listar cinco coisas que você aprendeu trabalhando no Politiquê?

Eduardo: 1) Aprender sobre política e cidadania nos dá o sentimento de pertencimento, que por sua vez nos torna mais responsáveis.

2) Todo mundo pode aprender a empreender.

3) Se eu entrego valor relevante para alguém, eu não preciso pedir nenhum favor como contrapartida. A outra pessoa se sente na “obrigação” de oferecer algo para retribuir.

4) A melhor forma de liderar é a partir do exemplo.

5) Se um desafio parece “impossível” de vencer, quebre-o em etapas menores até conseguir dar o próximo passo. Depois de dar os primeiros passos, você já nem se lembra mais que era “impossível” no início.

Politiquê?: Como você descreveria o trabalho em equipe do Politiquê??

Eduardo: É uma experiência muito rica quando você tem a oportunidade de trabalhar com pessoas das mais diferentes áreas de formação, com diferentes experiências de vida, mas com objetivo e valores bem alinhados. Todos trabalham com o mesmo ideal, em funções bem complementares, aprendendo coisas novas e sendo também desafiadas em diferentes níveis. Todo mundo se ajuda e no final, o resultado é consequência de todos. Manter esse espírito é responsabilidade dos líderes, e o Politiquê? está bem servido de liderança.

Politiquê?: Como você imagina o Politiquê? daqui a 5 anos?

Eduardo:Dentro dos próximos 5 anos eu espero que o Politiquê? colha os frutos que estão sendo plantados agora, tornando-se referência em educação política no Brasil, já com visibilidade em alguns lugares no mundo. E que daqui a 5 anos continue plantando novos frutos para colher 5 anos depois 🙂

Politiquê?: Qual dica você daria para quem deseja fazer parte do Politiquê?

Eduardo: Desenvolver novas habilidades é pré-requisito essencial para qualquer função no mercado de trabalho. No Politiquê?, você é desafiado(a) constantemente a fazer algo que você nunca fez, e sempre pode contar com alguém da equipe para ajudar. Isso é muito massa. Então, esteja sempre disposto(a) a aprender e a ensinar. Afinal de contas, nossa missão é contribuir para a educação, né?

Massa demais essa entrevista, né?! Em nome do Politiquê?, só tenho a agradecer ao Edu por todo os seu empenho e dedicação! 🙂


[1] Curta apresentação de projetos ou negócios

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Projeto Politiquê?
Somos um projeto social formado por voluntários que acreditam na educação política e na cidadania como ferramentas de transformação social. Nossa proposta é fornecer aprendizado sobre o aspecto institucional básico e sobre o funcionamento da política, e também promover valores cidadãos por meio do empreendedorismo cidadão. Nosso trabalho é voluntário e desvinculado de partidos ou de correntes ideológicas. Temos como compromisso o suprapartidarismo e a imparcialidade. Queremos oferecer uma linguagem dinâmica, acessível e de qualidade sobre os temas de política, cidadania e empreendedorismo cidadão.

3 COMENTÁRIOS

  1. Assisti, quase nesse estante uma entrevista com a idealizadora do politique? Na globo news, poxa … gostei muito, e fiquei mas entusiasmado quando vi que eram de Pernambuco, como fazemos para conhecer, entra nesse projeto?

    Trabalho com Marketing Digital e sou Design e tipo achei muito show esse projeto

  2. Parabéns pelo site completo. Acredito que devemos participar mais ativamente da política e as leis que a sustentam para exercermos nossa cidadania. Não é com voto nulo que vamos alcançar nossos objetivos, pelo contrário, vamos nos apoderar das linhas da lei e entrar com força , se preciso até candidatando para os cargos de nossa cidade, de modo que a sociedade justa tome para si sua cidade, estado e país. Iniciemos pelas associações de bairro, pelo controle social e os conselhos de classe. Avante!

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