PIB, IDH, IDEB… essas letras significam algo para você?

Você já deve ter ouvido falar nelas, ou, até mesmo, conhecer algumas do bolo. O que talvez você não saiba é o quanto conhecimento elas podem representar.

Esses são os chamados indicadores, os quais podem se referir à economia, ao bem-estar social ou a outras informações de cada sociedade.

Entender o que eles representam na nossa realidade é essencial para colocarmos as coisas em perspectiva e ver o que deve ser prioridade.

Vamos entender um pouco mais sobre alguns dos principais indicadores? E o que eles podem nos dizer sobre o nosso país?

Produto Interno Bruto – PIB

PIB do Brasil (2015): R$ 5,9 trilhões

Talvez o mais famoso de todos na lista, o PIB é um indicador que mede todas as riquezas produzidas dentro de um país.

Ele é utilizado para representar o tamanho da economia do país em um determinado período de tempo, geralmente durante um ano.

Assim, quando alguém diz que “a economia está crescendo”, essa pessoa provavelmente quer dizer que o PIB está aumentando.

O mesmo é válido quando se fala em um “encolhimento da economia”, ou uma recessão econômica: o PIB está diminuindo.

Gráfico mostrando a evolução do PIB brasileiro, entre 1960 e 2015. Fonte: Banco Mundial
Gráfico mostrando a evolução do PIB brasileiro, entre 1960 e 2015. Fonte: Banco Mundial

O PIB é medido levando em consideração o valor dos produtos e serviços oferecidos em uma economia.

Isso quer dizer que tudo que gera riqueza (ou seja, que tenha valor) é levado em consideração, desde um produto no supermercado, até uma consulta médica.

Outros geradores de riqueza, como investimentos, gastos públicos e a balança comercial (o quanto foi exportado, subtraído do quanto foi importado) são considerados.

Coeficiente de Gini

Gini do Brasil (2014): 0,490

O coeficiente de Gini, ou apenas “Gini”, recebeu o seu nome do estatístico italiano Corrado Gini (1884-1965), que criou esse indicador em 1912.

O Gini é uma medida da desigualdade de renda em um país. Em outras palavras, ele representa o quão distante está a renda dos mais pobres com relação aos mais ricos em uma sociedade.

Assim como o IDH, o Gini é medido em uma escala de 0 a 1. Porém, ao contrário do IDH, quanto mais próximo de 0, melhor é o resultado.

Isso acontece porque um Gini igual a 0 representaria uma sociedade em que todas as pessoas têm exatamente a mesma renda. Já um Gini igual a 1 representaria uma sociedade em que apenas uma pessoa possui toda a riqueza, enquanto todas as outras não têm nada.

Assim, o coeficiente de Gini representa não apenas quanta riqueza é produzida, como na medida do PIB, mas como ela está sendo distribuída.

Gráfico mostrando a evolução do coeficiente de Gini brasileiro, entre 2004 e 2014. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Gráfico mostrando a evolução do coeficiente de Gini brasileiro, entre 2004 e 2014. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA

IPCA acumulado em 2015: 10,67%

Medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA mede a variação do preço de produtos essenciais para o dia-a-dia das pessoas.

Essa variação é mais conhecida pelo nome inflação. Você já deve ter ouvido falar dela, não é mesmo?

Apesar de existirem outros índices de inflação, como o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IPCA costuma ser o mais utilizado.

É importante conhecermos o índice de inflação pois ela afeta diretamente o rendimento de todos nós, principalmente daqueles que vivem com um salário fixo.

Se você quiser saber mais detalhes sobre a inflação, nós já fizemos um texto bem explicativo, lembra?

Gráfico mostrando o IPCA acumulado de cada ano, no Brasil, entre 1995 e 2015. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Gráfico mostrando o IPCA acumulado de cada ano, no Brasil, entre 1995 e 2015. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Índice de Desenvolvimento Humanos – IDH

IDH do Brasil (2015): 0,755

O IDH não é um índice da economia, como o PIB. O seu propósito é outro: medir a qualidade de vida das pessoas.

Criado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o índice representa a riqueza, a saúde e o acesso à educação em uma sociedade.

Para isso, ele considera outros índices mais específicos, como o PIB per capita (ou seja, o PIB dividido pelo número de habitantes), os níveis de alfabetização e a expectativa de vida.

O resultado é um índice que não mede apenas o tamanho da riqueza de uma sociedade, mas como está o bem-estar das pessoas que fazem parte dela.

O índice é medido todos os anos, com uma pontuação que vai de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, maior o bem-estar da população.

Gráfico mostrando o IDH de cada estado brasileiro, em 2010. Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
Gráfico mostrando o IDH de cada estado brasileiro, em 2010. Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB

IDEB nacional (2013): 5.2 para anos iniciais do ensino fundamental; 4.1 para anos finais do ensino fundamental; e 3.7 para o ensino médio.

Ter acesso à educação é algo bem importante, não é mesmo?

Receber uma educação formal de qualidade abre diversas oportunidades e pode ser a diferença entre ter um futuro garantido e ter um futuro incerto.

Por essa razão é importante avaliar a qualidade da educação básica no Brasil – e é exatamente isso que faz o IDEB.

Criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o IDEB mede o desempenho dos alunos dos ensinos fundamental e médio das escolas.

Assim, é possível não apenas avaliar a qualidade do ensino, como estabelecer metas de qualidade a serem atingidas pelas escolas.

A medição do índice é feita por meio de indicadores de rendimento escolar (medido pela aprovação dos alunos) e pelo desempenho em exames aplicados pelo INEP.

Você pode ver todos os resultados do IDEB neste link.

O IDEB mede a qualidade do ensino público no Brasil
O IDEB mede a qualidade do ensino público no Brasil

Você, com certeza, deve ter aprendido muito com todos esses índices, não é mesmo?

Colocar a economia ou o bem-estar de uma sociedade em números pode parecer algo simples, mas é bastante complexo e tem uma importância enorme para decidir o futuro do país.

Afinal, como saber para onde queremos ir, se não sabemos onde estamos agora?

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Rafael Paraiso
Estudante de ciência política e uma trívia ambulante, pois nenhum conhecimento é demasiado ou desnecessário! Apaixonado desde cedo pela política, quando ela não passava de algumas ilustrações bonitas em livros de história, transformei essa paixão em um diploma e agora me dedico a pensar cientificamente uma das partes da vida humana que mais suscita paixões. Se terei uma carreira na academia ou no dia-a-dia da política, ainda estou tentando descobrir. O que sei por agora é que a minha fascinação veio da incrível capacidade da política de gerar mudanças positivas na vida das pessoas, desde que conte com a participação de toda a sociedade. Entender como a política funciona é essencial para saber como isso é possível e fazer acontecer, e é aqui que o trabalho do Politiquê? (e, espero, a minha contribuição) fazem toda a diferença!

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