Olodum, BA (Arte e Cultura; Discriminação racial)

Você sabia que o Olodum, além de banda e bloco de carnaval, é também uma ONG? Agora já sabe! A ideia deles é trabalhar a tradição e a memória afrodescendente, o orgulho negro, a inclusão e a diversidade cultural a partir da música e da cultura africanas. Para isso, contam com a Banda, o Bloco, a Escola, o Bando de Teatro e a Casa Olodum, além de uma gama variadíssima de projetos. Tem um, por exemplo, que é a cara do Politiquê?: o Curso de Empreendedorismo Cultural, que, segundo informações coletadas no site, “instrumenta os jovens para elaborar, promover e captar recursos para projetos culturais”. Fantástico!

Para saber mais: http://www.olodum.com.br/

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Foto: Vilma Nascimento

Centro de Promoção da Saúde, RJ (Saúde)

Trabalhando junto a comunidades populares, o CEDAPS apresenta a proposta de promover a saúde, disseminando práticas e tecnologias sociais saudáveis através do fortalecimento dos próprios grupos com os quais trabalha. Os seus projetos perpassam várias temáticas como a mobilização frente à tuberculose nas periferias, iniciativas de inclusão das pessoas que convivem com HIV/AIDS, projetos de reciclagem, entre tantos outros. Um deles a gente achou especialmente interessante: a Rede de Comunidades Saudáveis, que capacita os moradores da comunidade para que possam “melhorar seu ambiente físico e a vida social, cultural e econômica, assumindo um papel ativo na solução dos principais problemas”. Projetos assim, que trabalham a partir da autonomia e do empreendedorismo social do próprio público-alvo, tem tudo a ver com o Politiquê?!

Para saber mais: http://cedaps.org.br/

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Operação Amazônia Ativa, MT (Questão indígena)

Criada em 1969, OPAN é a primeira organização indigenista a ser fundada no Brasil. Segundo a página, a instituição “atua pelo fortalecimento do protagonismo indígena no cenário regional, valorizando sua cultura, seus modos de organização social através da qualificação das práticas de gestão de seus territórios e recursos naturais, com autonomia e de forma sustentável”. Além de trabalhar com demarcação de territórios, a ONG desenvolve programas de saúde (controle de epidemias, imunização etc), de educação e de alternativas econômicas sustentáveis; inclusive, graças ao projeto de manejo sustentável do peixe pirarucu, a OPAN recebeu o Prêmio Nacional da Biodiversidade no ano passado, 2015. Legal né?

Para saber mais: http://amazonianativa.org.br/

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Foto: Divulgação OPAN

Centro de Valorização da Criança, PA (Crianças e Adolescentes)

O CVC é uma instituição filantrópica que se volta para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes em situação de risco pessoal ou social, sendo a primeira entidade a fazer esse tipo de trabalho no estado do Pará. Além de sediar um abrigo com capacidade de acolhimento de até 32 crianças e adolescentes, a instituição desenvolve projetos que vão desde a arrecadação de brinquedos à disponibilização de cursos profissionalizantes, além de iniciativas na área de arte e cultura, como grupos de capoeira e hip hop. Bom saber que há tanta gente empenhada na proteção e promoção da cidadania dos nossos pequenos!

Para saber mais: http://cvc.org.br/

cvc

Themis, RS (Mulheres; Acesso à justiça)

Diante dos altos índices de casos de violência contra a mulher e cientes, ainda, das dificuldades das vítimas no acesso à justiça, um grupo de advogadas e cientistas sociais criou, em 1993, o grupo THEMIS – Gênero e Justiça, com a missão de ampliar as condições de acesso ao sistema jurisdicional. Ao longo do seu funcionamento, porém, as atividades da organização foram se expandindo com a organização de seminários, cursos, workshops e publicações que levam o ponto de vista das mulheres sobre o Direito, propondo novas abordagens para o seu uso. Das iniciativas promovidas pela ONG, destacamos o projeto das Promotoras Legais Populares, que capacita moradoras de periferias para que se tornem verdadeiras lideranças comunitárias femininas com noções básicas de Direito, direitos humanos das mulheres, organização do Estado e do Poder Judiciário. O programa, chamado PLP, foi iniciado em Porto Alegre, sede da Themis, mas já tem presença em diversos estados da federação, incluindo Pernambuco.

Para saber mais: http://themis.org.br/

Foto: Divulgação THEMIS
Foto: Divulgação THEMIS

*** Se você se interessou por algum projeto e quer participar, ou tem alguma experiência que gostaria de ver relatada aqui, entra em contato que a gente procura te ajudar!

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Mariana Brito Arcoverde
Advogada, mestranda em Direitos Humanos e chocólatra. Filha de mãe pedagoga e pai funcionário público, seria impossível eu não me apaixonar por uma proposta que envolve educação e política! Sim, até porque sei que muito do que sou hoje eu devo à minha formação crítica, cidadã e questionadora, que foi construída na convivência de muitas pessoas que transmitiram pra mim um pouco do seu conhecimento. Hoje, me sinto não com o dever, mas com a honra de devolver para a sociedade uma parte dessa educação e aprendizado através do Politiquê?. Entrei como embaixadora e estou até hoje, dividindo com a equipe esse sonho coletivo de utilizar a política e os direitos de cidadania como ferramentas de mudança e impacto social.

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