Amnesty International (Anistia Internacional)

Essa é provavelmente uma das mais conhecidas ONG’s internacionais de Direitos Humanos. Sua história começou na década de 1960 com o advogado inglês Peter Benenson, que escreveu um artigo sobre dois estudantes portugueses que haviam sido condenados à prisão apenas por fazerem um brinde à liberdade. Com o tempo, os temas trabalhados pela AI foram ultrapassando a questão dos prisioneiros políticos para abarcar toda a variedade dos Direitos Humanos e, hoje, a organização atua investigando violações aos direitos das pessoas em diversos países, expondo tais fatos e pressionando governos a tomarem atitudes. O trabalho da ONG é extenso e vale muito a pena dar uma conferida no site onde é possível, inclusive, saber mais sobre as várias formas pelas quais você pode ajudar a AI.

Para saber mais: https://www.amnesty.org/es/ (site oficial, em inglês) e https://anistia.org.br (site da AI no Brasil, em português).

Foto: Divulgação AI
Foto: Divulgação AI

Avocats Sans Frontières (Advogados sem Fronteiras)

Você provavelmente já havia ouvido falar sobre os famosos “Médicos Sem Fronteiras”, mas talvez não soubesse que há uma iniciativa similar na área dos direitos. A ASF, criada em 1992 por um grupo de advogados belgas, apresenta a missão de contribuir para a realização de uma sociedade justa e equitativa, em que o direito e suas instituições estejam a serviço dos grupos mais vulneráveis da sociedade. Além de prestar assistência jurídica para esses grupos e atuar em cortes internacionais de Direitos Humanos a favor de minorias, a ASF promove a capacitação de advogados em Direitos Humanos e Direito Internacional; cursos de conscientização para operadores da justiça; treinamento de ONG’s locais; entre outros trabalhos interessantíssimos. O legal é que a ASF já está no Brasil, em fase de organização!

Para saber mais: http://www.asf.be (site oficial, em inglês) e https://advogadossemfronteiras.org (site da ASF no Brasil, em português).

Foto: Divulgação ASF
Foto: Divulgação ASF

Anti-Slavery International

Já que estamos falando de ONG’s internacionais, não podemos deixar de falar da mais antiga delas: a Anti-Slavery International – algo como (Organização) Antiescravidão Internacional-, cuja formação remonta ao ano de 1839, no Reino Unido. Criada, inicialmente, para contribuir no processo de abolição no império britânico, atualmente persiste investigando, expondo e combatendo casos de escravidão ao redor do mundo. Seus modos de trabalho abrangem: suporte às pessoas para que deixem a escravidão; auxílio às vítimas, garantindo que tenham acesso ao apoio psicológico e legal que elas precisam; incentivo ao empoderamento para que as pessoas estejam melhor protegidas da escravidão, através de parcerias com organizações de base em projetos educacionais; e identificação de formas pelas quais as comunidades podem ser empoderadas.

Para saber mais: http://www.antislavery.org/ (site oficial, em inglês. Essa ONG não possui uma página diretamente em português, mas há uma opção de tradução lá no topo do site!)

Foto: Divulgação Anti-Slavery International
Foto: Divulgação Anti-Slavery International

International Center for Transitional Justice (Centro Internacional para la Justicia Transicional)

Uma ONG internacional relativamente recente e que já apresenta uma atuação de impacto: o ICTJ, formado em 2001 com o apoio da Fundação Ford. Destacamos essa organização porque, além de atuar em uma questão super importante, a justiça de transição –resposta às violações sistemáticas aos Direitos Humanos em períodos de conflito armado ou governos autoritários -,  o ICTJ apresenta um modo de trabalho diferenciado de outras ONG’s que operam na mesma temática: ele vai além da investigação e produção de relatórios sobre os abusos e oferece o compartilhamento de expertise e conhecimento ténicos sobre outras experiências de justiça de transição ao redor mundo. Assim, eles conseguem prover: assistência técnica para governos, judiciário e outras instituições, até mesmo a ONU; trabalho direto com as vítimas, incluindo iniciativas de reparação, de verdade e memória; pesquisa, análise e curadoria sobre inovação e boas práticas em justiça transicional, na escala global.

Para saber mais: https://www.ictj.org/es (site do ICTJ em espanhol, lembrando que também há uma opção de tradução lá no topo do site!)

Foto: Divulgação ICTJ
Foto: Divulgação ICTJ

Equality Now (Igualdad Yá)

Quando a ONG Equality Now – Igualdade Já, em tradução livre – iniciou suas atividades, em 1992, convicta de que deveria atuar contra a violação dos Direitos Humanos da mulher no mundo todo, contava com poucas ativistas voluntárias em poucos países. Hoje, sua rede de ação é composta por 35 mil membros em 160 países, e a organização se converteu em verdadeiro referencial do ativismo sobre o problema da discriminação baseada em gênero. Dentre os principais êxitos do grupo, são listados casos de sucesso nos seguintes temas: tráfico de pessoas e turismo sexual; investigação dos delitos de violência sexual; mutilação genital feminina; combate a leis discriminatórias; desenvolvimento de legislações nacionais; trabalho com organizações de base; entre outros. Na sua página, é possível encontrar uma série de campanhas para conhecer e, algumas, para apoiar através da assinatura de petições. Confira!

Para saber mais: http://www.equalitynow.org/es (site da Equality Now em espanhol, não há opção automática para tradução em português).

Foto: Divulgação Equality Now
Foto: Divulgação Equality Now

*** Mais uma vez, nós queremos saber a sua opinião sobre os casos que trouxemos. Se tiver alguma dica ou sugestão de novos projetos, entra em contato conosco!

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Mariana Brito Arcoverde
Advogada, mestranda em Direitos Humanos e chocólatra. Filha de mãe pedagoga e pai funcionário público, seria impossível eu não me apaixonar por uma proposta que envolve educação e política! Sim, até porque sei que muito do que sou hoje eu devo à minha formação crítica, cidadã e questionadora, que foi construída na convivência de muitas pessoas que transmitiram pra mim um pouco do seu conhecimento. Hoje, me sinto não com o dever, mas com a honra de devolver para a sociedade uma parte dessa educação e aprendizado através do Politiquê?. Entrei como embaixadora e estou até hoje, dividindo com a equipe esse sonho coletivo de utilizar a política e os direitos de cidadania como ferramentas de mudança e impacto social.