Todos que estiveram no projeto desde o começo tiveram a oportunidade de ajudar a construir o Politiquê? junto comigo. Por isso que eu digo: o Politiquê? é resultado de uma visão coletiva.

Durante esse tempo eu fui sua líder, mas nunca desejei construí-lo sozinha. Sempre tive em mente que a visão compartilhada é mais transformadora, mais forte, mais poderosa. Por isso que dentre os nossos valores, está a inovação. Todos os membros que fizeram parte do projeto deixaram sua marca em nossa história.

Nesses 3 anos de projeto, eu tenho que agradecer a muitos que abraçaram a causa junto comigo e lutaram do meu lado. Muitos já não estão mais no projeto, seguiram seus caminhos. E felizmente, outros se juntaram a nós. A todos vocês, muito obrigada! Obrigada pela energia que dedicaram ou dedicam, pelo brilho nos olhos compartilhado, pelo sonho dividido. Mesmo os que não estão na equipe hoje, sei que continuam torcendo por nós e com o mesmo carinho. Isso é algo de que me alegro profundamente – fomos e somos humanos, acima de tudo.

A verdade é que não se constrói um projeto como o Politiquê? sozinho. Aliás, ouso dizer que grandes projetos como um todo não podem ser construídos sem uma equipe. Como líder, temos um papel fundamental no crescimento das organizações.

Você deve imaginar que construir um projeto assim não é fácil – e nem simples. Não é mesmo.

pensamento

Em alguns momentos, eu, assim como qualquer ser humano, já me peguei pensando: será que vamos conseguir continuar?

Os desafios são enormes. A nossa missão, sozinha, propõe um desafio e tanto. Imagine trabalhar com um tema tão polêmico, se propondo a fazer o que ninguém fez antes. Nós nos propomos a educar jovens com nosso trabalho, mas a verdade é que ensinamos a nós mesmos no processo. Imagine ainda trabalhar com diversas limitações de estrutura, recursos e tempo – sim, tempo, porque como voluntários, grande parte da equipe se dedica a outras atividades além do projeto.

Você pode imaginar então que com a equipe Politiquê?, eu aprendi muito. Por trás do projeto, temos uma equipe de seres humanos espetaculares. Dispostos a criar alternativas quando não dispomos dos recursos. Dispostos a trabalhar na madrugada quando precisamos desenvolver nossos projetos. Dispostos a sacrificar finais de semana para realizar nossas reuniões. Dispostos a assumir mais uma tarefa, mais uma função, quando ninguém mais pode fazê-lo. Eu diria que a equipe do Politiquê? é a equipe que todo líder sonha em ter ao seu lado: unida, engajada, proativa e acima da média.

team-386673

Mas é claro que uma equipe assim não se forma da noite para o dia. Mais ainda: em um projeto social onde são voluntários que estão trabalhando, o desafio é duplicado. Não há retorno financeiro, não há motivações pessoais, há apenas uma coisa que nos une: o propósito compartilhado.

Tendo a oportunidade de ser líder dessa equipe, crescemos juntos! Aqui na minha coluna, esse é um dos temas que irei tratar. Não será o único, mas será um deles. Muitos já me perguntaram como se faz um projeto do zero, como é possível reunir uma equipe.
Não tenho todas as respostas, mas tentarei responder algumas dessas perguntas com a minha experiência. Irei compartilhar também minha visão sobre outros temas: gestão, educação, projetos sociais, pessoas, futuro.

Será uma jornada e tanto, e eu estou muito animada!
Vamos nessa? 😀

Com carinho,
Camilla.

COMPARTILHAR
Artigo anteriorCompreendendo as siglas: ONU
Próximo artigoAs Constituições brasileiras ao longo da história – Parte 1
Camilla Borges
Sou alagoana com muito orgulho, mas moro em Recife há 9 anos. Administradora pela UFPE e Internacionalista pela Estácio, aqui encontrei terreno fértil para crescer como profissional. Sempre fui meio sonhadora, por isso eu amava filmes da Disney e cresci lendo Harry Potter. Convivi com pessoas de diferentes histórias e classes sociais, isso despertou em mim a empatia de buscar entender o outro. Sobre o universo da política, aprendi com meus pais desde pequena e consolidei nas graduações. Na minha história, as pessoas me escolhiam como líder, o que muito me ensinou. Chegou uma hora em que o chamado de fazer a diferença falou muito alto. Foi uma questão de tempo para que o Politiquê? se apresentasse a mim como uma missão. Logo, ele se tornou um compromisso de transformação social que assumi com a sociedade e tenho levado adiante junto com outros sonhadores.

DEIXE UMA RESPOSTA