Você pode começar a desenvolver uma organização respondendo uma de duas perguntas:

1 – A pergunta “o que vai ser/é feito?”, você responde com a descrição do que sua organização faz ou fará. No nosso caso, a resposta é educar politicamente os jovens. Essa pergunta pode ser a primeira que você se faz, ou não. Mas o fato é que ela não é a mais importante. Responder dizendo o que você faz era o padrão quando a sociedade era outra, e as pessoas eram outras. Você podia dizer: eu faço chocolate. Hoje, existem outros que também fazem. E se o consumidor tiver que escolher, ele vai escolher pelo melhor motivo. Por exemplo, “eu faço chocolate para pagar minha faculdade” (confira essa história aqui).

2 – A pergunta “porque você faz ou fará isso?”. Essa é a pergunta da organização que se pretende a fazer o que faz, por acreditar em algo ou por alguém. Essa é a organização que trabalha pelo que acredita. Essa é a organização que tem uma missão.

Pense nas empresas que você consome ou acredita, nas marcas que você acompanha. Repare que todas elas têm uma razão de ser por trás do que fazem. Por exemplo, a empresa 3M. Se você entra no site deles, você vê na página principal: Ciência é apenas ciência. Até que você a faça aprimorar o mundo. Para a área de administração, isso é algo básico. Estudamos a missão das organizações, como isso afeta a sua cultura organizacional, como isso afeta seus resultados e sua relação com o mercado. Quando você vê que na prática, poucas organizações entendem essa importância, parafraseando Lenine, “às vezes parece até que a gente deu um nó”.

Por que a missão interessa?

A missão da organização afeta tudo. Por “tudo”, leia-se todo mundo que se relaciona com a organização – ou seja, os stakeholders [1]. Os stakeholders são nada mais do que todos os seres humanos envolvidos com a organização. A ênfase nos seres humanos é intencional: por mais bem sucedida que a organização seja, ela continua lidando com pessoas nas mais diversas esferas. E as pessoas continuam tendo comportamentos humanos.

woman-1253481

A humanidade foi construída com base em suas crenças. Por esse motivo estudamos o passado, através da história, da antropologia, da sociologia, da psicologia. Então, se nós como seres humanos precisamos de crenças, e as crenças precisam de um motivo, como vamos acreditar em uma organização que não tem motivos?

No nosso caso, somos um projeto sem fins lucrativos, desenvolvendo nosso caminho para nos tornarmos uma organização sem fins lucrativos (ONG). Porém, as organizações com fins lucrativos também devem pensar nisso, sejam elas startups ou empresas no modelo tradicional.

E nós do Politiquê?, qual a nossa missão?

Promover a educação política suprapartidária e o empreendedorismo cidadão como formas de construção de uma sociedade mais participativa. Buscamos um futuro onde os jovens de hoje sejam os cidadãos ativos de amanhã, exercendo cada um conscientemente o seu papel e contribuindo para o desenvolvimento da sociedade brasileira.

A nossa missão guia o que fazemos. É o nosso porquê.

Nós acreditamos no poder da educação, acreditamos no futuro do Brasil, acreditamos nos jovens como agentes de transformação da sociedade. E queremos ser a organização em que eles confiam para aprender, entender e conhecer o universo da política, antes de escolher o seu caminho. Queremos ser, na educação política e no empreendedorismo cidadão, os condutores do conhecimento, formadores de uma geração dotada de conhecimento e empoderada para a ação. É por isso que existimos.  

backflip-345027

Esperamos que você venha junto com a gente. Vamos?

[1] Stakeholders são todos os envolvidos com a sua organização: colaboradores, fornecedores, entidades governamentais, consumidores,ou seja, a sociedade como um todo, em diversos papeis.

Sacada adicional

Uma missão bem definida, mas engavetada, não adianta. Não basta dizer, é preciso fazer. Isso significa, primeiro, adaptar toda a sua organização para aquele propósito. E comunicar para toda a equipe, constantemente. Todos precisam estar cientes, sabendo responder porque a organização existe. É assim que você vai conseguir direcionar os esforços da organização e da equipe no caminho certo, e saber conversar com os Stakeholders de forma alinhada e transparente. Você faz porque acredita, e mais ainda, você acredita porque faz. Não é promessa vazia, é prática, hábito e atitude.

Como ter esse hábito? Como conseguir transformar uma frase escrita em uma atitude coletiva? Por hoje, basta dizer que assim como a pluralidade de pessoas que existem, existe uma pluralidade de formas de fazer. Mas esse debate fica para uma próxima.

Até lá!

COMPARTILHAR
Artigo anterior6 Coisas que você precisa saber sobre as Medidas Provisórias
Próximo artigoPolitiquê? na Mídia – Onde foi parar meu imposto?
Camilla Borges
Sou alagoana com muito orgulho, mas moro em Recife há 9 anos. Administradora pela UFPE e Internacionalista pela Estácio, aqui encontrei terreno fértil para crescer como profissional. Sempre fui meio sonhadora, por isso eu amava filmes da Disney e cresci lendo Harry Potter. Convivi com pessoas de diferentes histórias e classes sociais, isso despertou em mim a empatia de buscar entender o outro. Sobre o universo da política, aprendi com meus pais desde pequena e consolidei nas graduações. Na minha história, as pessoas me escolhiam como líder, o que muito me ensinou. Chegou uma hora em que o chamado de fazer a diferença falou muito alto. Foi uma questão de tempo para que o Politiquê? se apresentasse a mim como uma missão. Logo, ele se tornou um compromisso de transformação social que assumi com a sociedade e tenho levado adiante junto com outros sonhadores.

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA