Vamos começar pelo mais óbvio: você deve ter percebido que em nossos textos e publicações, nós não nos posicionamos a respeito dos acontecimentos da política brasileira recente. E sim, você pode ter pensado: como um projeto trata de política sem falar do que está acontecendo no dia-a-dia do cenário político atual?

Sendo bem objetiva: nós sabemos o que está acontecendo. A questão é que não expressamos nossa opinião a respeito disso. Existe uma grande diferença entre ter o entendimento sobre um fato e expressá-lo publicamente. Se você acha que isso nos torna um projeto em cima do muro, esse texto é para você.

Vamos falar sobre as 7 razões porque o Politiquê? não se posiciona:

1 – O Politiquê? é um projeto SUPRAPARTIDÁRIO
Suprapartidarismo significa que trabalhamos com o conteúdos de política, sem tratar de questões partidárias de forma direta. Atenção! NÃO somos contra os partidos. Na nossa visão, os partidos fazem parte de um universo maior de conceitos.

Usando conceitos de matemática (conjuntos), os partidos estão contidos no universo da política, são um subconjunto dela. Suponha que A= partidos, B= política. A fórmula matemática para isso seria: A⊂B. Ou, em representação:

Conjunto

Ou seja, o nosso foco é tratar de B (política), e os partidos fazem parte desse conjunto. Mas não são o nosso foco, porque falamos de conceitos que são comuns a todos os partidos, como por exemplo: democracia, representatividade, instituições públicas, ou temas específicos como tributação inflação, impeachment, entre outros.

2 – O Politiquê? é IMPARCIAL
Além de falar do universo da política como um todo, temos um compromisso com a neutralidade e a imparcialidade. Na prática, isso significa que todo o nosso trabalho e o que produzimos não levanta ideologias partidárias nem defende lados. Isso significa que nosso conteúdo é um diamante bruto. E quem vai lapidar o diamante é VOCÊ.

Diamante
A nossa proposta é ensinar a você as “técnicas”: o conhecimento básico, a teoria – de forma que você possa se tornar um lapidador de diamantes (ou, neste caso, um cidadão consciente e ativo). Agora, qual será a forma do diamante (o que você irá fazer do conhecimento que a gente oferece), essa é uma decisão sua – assim como o diamante lapidado, que é obra do criador.

3 – O Politiquê? respeita a DIVERSIDADE
A nossa filosofia é de tolerância, debate e respeito. Ou seja, todas as opiniões são igualmente válidas e importantes. E por esse motivo, não nos alinhamos com nenhuma: somos um espaço de convivência de diferenças.

O que não pode é NÃO TER OPINIÃO. É contra isso que lutamos. Para nós, a ausência de opinião tem a ver com falta de conhecimento. A nossa proposta é ofertar as bases do conhecimento para que você construa a sua opinião por conta própria. Durante esse processo de aprendizado, a gente também espera mostrar que é possível ter opiniões divergentes de outras pessoas e conviver de forma pacífica, realizando um debate saudável e em busca de um consenso onde o debate leve à ação.

4 – O Politiquê? acredita que ser neutro é um exercício de controle do próprio EGO
Bem, a verdade é que fomos ensinados a ter nossa própria opinião. E como pessoas e também cidadãos, a nossa equipe também tem a sua. Mas, como projeto, nos comprometemos a buscar a neutralidade em nossas ações. Quer entender como essa escolha demanda esforço?

Experimente ler um textão no facebook e se conter em não impor a sua opinião. Experimente ouvir a opinião de alguém que pensa diferente de você, e respeitá-lo. Experimente exercitar a escutatória.

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“Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos..” (Trecho de Escutatória, de Rubem Alves).

Viu que não é fácil? E é por isso que nos comprometemos em fazê-lo! Nós nos abstemos de impor a nossa visão pra você. Sabe o que isso significa? Que nós, enquanto projeto e como membros, nos dispomos a exercitar o nosso próprio EGO, e resistir à tentação de expressar nossas opiniões, em nome do respeito ao SEU DIREITO de ter a sua própria.

Para nós, como membros, esse é um exercício diário de autocrítica e anti-egocentrismo, já que abrimos mão da ideia de que nossa visão de mundo é a única possibilidade correta e que as nossas ações são o único exemplo a ser seguido, para desenvolver iniciativas onde os jovens possam construir a sua visão de mundo.

5 – O Politiquê? é um projeto de EDUCAÇÃO
Sim, porque nossa sociedade precisa de educação política. A nossa proposta é traduzir conhecimentos e temas muitas vezes complexos, de forma que todos entendam. Eu te convido a fazer uma experiência. Vá até o Google e insira o termo “Processo Legislativo”. Escolha um site e leia o que está escrito. Você entende com propriedade o que o texto e o(a) autor(a) dizem?

Se sua resposta por sim: Parabéns! Você faz parte da parcela da sociedade que teve a chance de entender sobre o tema. Mas, gostaria que soubesse que o nosso trabalho não é direcionado a você. Você pode ser nosso parceiro(a), e nos ajudar a torná-lo mais acessível para outras pessoas.
Se sua resposta for não: Fique tranquilo! Foi exatamente pra te ajudar a entender que a gente surgiu. 🙂

Ou seja: queremos chegar até quem quer aprender. Em termos mais gerais, podemos dizer que nosso trabalho é pela acessibilidade do conhecimento de temas relacionados à política. Queremos que mais gente aprenda. Queremos que mais gente entenda. Queremos que os jovens entendam que o conhecimento faz a diferença e que a sua ação individual pode trazer um grande impacto para a sociedade brasileira. E que a política é o caminho para essa mudança.

6 – O Politiquê? é um investimento de FUTURO
Nosso público alvo são os jovens brasileiros. De todas as origens, com foco no público entre 15 e 25 anos. Trabalhamos porque acreditamos no futuro do Brasil, e que os jovens podem transformar o Brasil para melhor.

Futuro

Somos voluntários, jovens, lutando pelo nosso país. Queremos preparar os cidadãos do futuro, para que sejam mais conscientes e tenham mais conhecimento em suas mãos. Mas com um compromisso: cada jovem que tenha contato com nosso trabalho terá o direito de escolher como a sua cidadania será utilizada para impactar positivamente a sociedade. A nossa posição é em defesa desse direito de escolha, da expressão individual e da pluralidade de opções.

Para isso, nossa escolha é ser um projeto de construção de jovens críticos e aptos a desenvolverem suas próprias opiniões. Não somos um projeto formador de opinião, e sim um projeto com o papel de formar de jovens auto-suficientes na capacidade de pensar e tomar suas próprias decisões.

7 – O Politiquê? defende O EMPREENDEDORISMO CIDADÃO
Somos humanos, e como tal, imperfeitos. Mas temos a oportunidade de nos tornamos seres humanos melhores, a cada dia. Defendemos que cada um, como cidadão, se questione a respeito de como pode contribuir com a sociedade, e como dar o seu melhor para isso. Como você pode empreender a sua cidadania?

Você pode se tornar voluntário de uma iniciativa, doar seu tempo para ajudar algum projeto ou se engajar em uma causa, por exemplo. Mais ainda: você pode ser um cidadão exemplo. Você pode exercitar sua cidadania no seu dia-a-dia, na sua vida e na vida da sua comunidade. Exercitar a cidadania também é exercitar a democracia.

Você é parte de um todo de que se compõe a sociedade brasileira. Acreditamos que um dos principais passos para nos tornarmos uma sociedade mais evoluída consiste em sermos cidadãos melhores. E é assim que nós estamos fazendo a nossa parte. Você pode criar ou escolher a sua.

Quer vir com a gente nessa luta? Você pode nos ajudar compartilhando nosso trabalho!

Algum jovem que você conhece tem potencial de ser esse cidadão do futuro?

Apresenta a gente pra ele! _o/

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Camilla Borges
Sou alagoana com muito orgulho, mas moro em Recife há 9 anos. Administradora pela UFPE e Internacionalista pela Estácio, aqui encontrei terreno fértil para crescer como profissional. Sempre fui meio sonhadora, por isso eu amava filmes da Disney e cresci lendo Harry Potter. Convivi com pessoas de diferentes histórias e classes sociais, isso despertou em mim a empatia de buscar entender o outro. Sobre o universo da política, aprendi com meus pais desde pequena e consolidei nas graduações. Na minha história, as pessoas me escolhiam como líder, o que muito me ensinou. Chegou uma hora em que o chamado de fazer a diferença falou muito alto. Foi uma questão de tempo para que o Politiquê? se apresentasse a mim como uma missão. Logo, ele se tornou um compromisso de transformação social que assumi com a sociedade e tenho levado adiante junto com outros sonhadores.

2 COMENTÁRIOS

  1. Na ciência política não existe neutralidade política. A própria neutralidade e uma posição política. Certo? Entendo que a proposta é não se manifestar sobre e não NEUTRALIDADE. Uns gostam mais e outros gostam menos do que está em evidência em nosso país e outros, ainda, não gostam e preferiam que não estivesse acontecendo tudo o que está exposto nacionalmente.

    Eloir

  2. Olá, Eloir. Tudo bem? Na verdade, o posicionamento de neutralidade a que nos referimos é não influenciar na decisão de cada um a respeito do cenário político ou de questões que estejam evidência.
    Sobre não haver neutralidade na ciência política: esse é um ponto que pode suscitar debate, e as visões podem divergir. O mais importante na nossa visão é que, enquanto membros do Politiquê?, deixamos de lado nossas opiniões como cientistas políticos, internacionalistas, advogados, e nos tornamos educadores. A neutralidade é uma forma de dar ao nosso público o direito de escolha. Ter opinião é importante, mas para se ter opinião, você concorda que é necessário primeiro entender as bases do que está sendo analisado? É mais ou menos como um médico que precise entender primeiro de biologia, antes de poder dar um diagnóstico, entende?
    Oferecemos a base, e os jovens terão assim ferramentas para escolher qual posição assumir.
    Esperamos contar com seu apoio! Obrigada.

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